Até onde a vida continua? A poucos dias o nome do filho de uma atriz global foi dado a um túnel no Rio de Janeiro, a homenagem é valida mas, o principal objetivo passou longe de ser divulgado ou até mesmo alcançado. O recado sobre a velha máxima da violência no trânsito brasileiro, aquele nome não é uma homenagem a mãe famosa ou ao jovem que teve sua vida tragicamente retirada, deveria ser uma lembrança do erro cometido por um motorista imprudente, mas infelizmente não virou.
As ruas brasileiras estão entre as mais violentas do mundo, temos um péssimo costume de querer sempre chegar na frente, andar mais rápido, ganhar segundos para compensar minutos ou horas de atraso, daí são convencionadas, multas, proibições, inúmeras maneiras de tentar punir infratores, onde sem sombra de dúvidas deveríamos buscar a prevenção. Prevenir um acidente não é fácil, melhor é impossível, mas levar a mente das pessoas que uma situação pode gerar um acidente é fácil, para o brasileiro dirigir ainda é um tabu, para mutos jovens com "vasta" experiência de vida no auge dos seus 18 anos, ser ensinado em uma auto escola é um insulto, afinal eles aprenderam tudo, vendo o pai dirigir e saindo escondidos de vez em quando e é neste ponto que devemos agir, conscientizar que aprender não é vergonhoso, que dirigir não se aprende em uma volta ao redor do quarteirão, necessitasse de tempo, vários Km's de aprendizagem, para depois pensarmos que sabemos, mas aí tem um problema o brasileiro se acha um Ayrton Senna em potencial, desafiando curvas, estradas precárias, carros sem condições de uso ou com revisões atrasadas, unem álcool e direção por fim, brincam com suas vidas e com a dos que estão ao seu redor.
Precisamos implantar uma nova visão ao povo brasileiro sobre direção, carro não é objeto de corrida, não é a solução para os nossos atrasos, não foi feito para tirar vidas e sim para facilitá-las, ao invés de gastar com propagandas e campanhas punitivas, porque não começar a incentivar o uso responsável, lembrar ao brasileiro que melhor do que correr no trânsito é sair cedo, que no carro ainda podemos ouvir uma música no caminho de casa ao invés do possante ronco do motor, que melhor do que acabar em tragédia é acabar em casa podendo curtir o dia seguinte.
Quanto ao garoto atropelado, a vida continuou, ele se perdeu, as lembranças ficaram na família e amigos, que a entrada daquele túnel seja lembrada que apesar da vida ter continuado a perda foi irreparável.
Abraços Juan Pablo

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